Hospital Santo Antônio segue apresentando baixos números de infecção hospitalar
15 Junho 2012
Da década de 1990, quando a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) do Hospital Santo Antônio foi criada, até hoje, muita coisa mudou. Os métodos de controle de infecções foram sendo aperfeiçoado e atualmente o HSA trabalha sério para reduzir a taxa de infecção hospitalar. A média mensal do Hospital é de 2,5%, índice bem abaixo dos 5% aceitos pela ANVISA. O que significa que a cada 100 pacientes internados no Hospital Santo Antônio, 2 ou 3 podem adquirir algum tipo de infecção no hospital. Todo mês são cerca de 13 mil atendimentos no HSA e quase mil internações.
A CCIH do Hospital Santo Antônio desenvolveu uma rotina diária de controle, acompanhamento e supervisão que permite monitorar qualquer tipo de infecção antes mesmo que o problema se agrave. A equipe de profissionais da saúde da Comissão faz periodicamente o contato telefônico com pacientes que passaram por procedimento cirúrgico no HSA, acompanhando e, quando necessário, investigando de maneira mais aprofundada a situação da recuperação.
Outra importante medida para o controle de infecções hospitalares é o acompanhamento diário, pelo médico da CCIH, dos pacientes que estão internados e fazem uso de algum tipo de medicamento antibiótico. Toda pessoa internada, e que necessita do uso de dispositivos invasivos, por exemplo, um equipo (mangueira por onde o soro é administrado), é supervisionada para que a troca seja feita respeitando o período de vida útil do aparelho. São promovidas também ações de capacitação dos funcionários e de conscientização periódica e em especial no Dia Mundial de Higienização das Mãos, 5 de maio.
São quatro os tipos de precauções seguidas pelos profissionais de saúde do HSA, que envolvem desde a higienização das mãos para o atendimento de todo e qualquer paciente, até o uso de máscaras e vestimentas estéreis apropriadas para lidar com os casos mais complexos. Estes cuidados evitam a transmissão de microorganismos por contato ou pelo ar, como é o caso do vírus Influenza.
Sobre infecções e cuidados para evitar doenças, conversamos com o médico infectologista, coordenador da CCIH do Hospital Santo Antônio, Dr. Rafael Osellame.
Quais as medidas necessárias para evitar a transmissão de vírus e bactérias?
R: Para se proteger de si e dos outros a pessoa precisa lavar as mãos frequentemente com água e sabão; cobrir a boca e o nariz com um lenço ao espirrar ou tossir; colocar o lenço usado no lixo; limpar as mãos depois de tossir ou espirrar, lavando-as imediatamente; evitar sair de casa quando estiver com sintomas de gripe; manter-se distante de locais com aglomerações de pessoas.
Como se dá a transmissão da H1N1?
R: Da mesma forma que a gripe comum e de outras doenças respiratórias: através de gotículas que se espalham pelo ar pela tosse ou espirro, e do contato direto com pessoas contaminadas.
Existem outros meios de transmissão de vírus e bactérias?
R: Os equipamentos de proteção feitos para o profissional da saúde, como o jaleco, as luvas, a máscara e os óculos são veículos de transmissão tanto quanto um aperto de mãos que não foram higienizadas ou um celular, por exemplo. Todos contêm microorganismos. Tanto que o CCIH do HSA desenvolveu diversos protocolos sobre o uso de equipamentos e adornos, como anéis, alianças e relógios, durante a permanência do profissional de saúde no Hospital.
Com estas ações o Hospital Santo Antônio garante a taxa de 2,5% de infecção hospitalar, considerado o menor índice de Blumenau e região. Este, para nós, é um motivo de orgulho.
Compartilhe: