Alimentação Infantil

23 Setembro 2011

Para que tenhamos melhor saúde física, é necessário que comamos menos e que nossa comida seja rica em hidratos de carbono, contenha um terço de gorduras e o resto seja coberto por proteínas. E que paralelamente a isso, pratiquemos alguma atividade física diária. A comida não é um prêmio, nem um castigo, e tão pouco deve ser um desabafo às tensões de uma pessoa. A comida deve ter seu lugar, sua hora, e seu controle. Os erros na alimentação Os grandes responsáveis pelo sobrepeso de uma criança são seus pais, aqueles que determinam o que se consome em casa e fora dela. Normalmente, seja pelos seus erros, obsessões, ou pelo desconhecimento e ignorância dos pais, as crianças consomem mais quantidade de alimentos do que necessitam, e sua alimentação é muito rica em gorduras, açúcares, presentes em grande quantidade de carne, em alimentos pré-cozidos, e nos doces e bolos. São crianças que não consomem verduras, legumes, frutas nem peixes. A isso também se soma a que muitas crianças ignorem e acabem saindo de casa sem tomar o café da manhã. Na última pesquisa sobre o sobrepeso na infância, entre outras coisas, constatou-se que 8% das crianças espanholas vão para a escola sem o café da manhã. O café da manhã é uma das refeições mais importantes do dia, e está diretamente implicada na regulação do peso. Além dos erros mencionados, muitos pais pecam por: - obrigar que a criança coma mais do que pode. - premiar um bom comportamento com guloseimas e outros alimentos calóricos. - castigar à criança sem comida por apresentar alguma conduta desfavorável. - festejar qualquer acontecimento importante da vida da criança oferecendo-lhe uma comida “sem qualidade”. - permitir o consumo diário de doces, bolos, bebidas gasosas e açucaradas. - oferecer, com frequência, pratos pré-cozidos pela falta de tempo. Acertos na alimentação infantil Quando os pais dão aos filhos a atenção devida e se preocupam com sua alimentação, as possibilidades que sofram sobrepeso são baixas. O controle dos adultos é fundamental na hora de prevenir a obesidade infantil. Para isso é necessário obedecer algumas pautas alimentares, considerando que os primeiros anos de vida de uma criança são cruciais na sua educação: - aos bebês não devem dar-lhes o peito totalmente segundo a demanda que apresente; desde o princípio deve-se ensiná-los a alimentar-se bem e no seu momento certo. - quando o bebê chora, não se deve oferecer-lhe o o peito assim, de primeira, sem antes detectar a causa do choro e tentar acalmá-lo. O dar o peito de forma indiscriminada, pode levar a que o bebê, quando seja maior, recorra à comida quando sofra algum mal-estar. - visitar periodicamente ao pediatra, quando seja necessário ou nas revisões determinadas pelo centro de saúde. Foi demonstrado que uma criança que segue um controle médico tem menos possibilidades de sofrer obesidade ou qualquer outra enfermidade. - seguir as dietas alimentares que o pediatra passar para o bebê, mês a mês. Ou seja, respeitando e introduzindo os alimentos segundo a idade da criança. É um bom modo de prevenção. - fazer com que o bebê, até os dois anos de idade tenha provado de tudo um pouco. - cuidar para que as crianças não “pulem” as refeições, organizando uma rotina alimentar constante. - preparar as refeições com ingredientes frescos e naturais, sempre que possível. - considerar a tabela de pesos e medidas que oferecemos e a que determine o pediatra do seu filho. E em caso do bebê ou criança não apresente um quadro de medidas dentro da normalidade, fale com seu pediatra sobre como melhorar a situação. - oferecer uma alimentação variada em carnes, farinhas, verduras, frutas, etc. - oferecer muitos líquidos às crianças especialmente em temporadas de muito calor e depois que praticarem exercícios físicos. A água é uma boa fonte e um fluído que não tem calorias. Veja também o PDF disponibilizado pelo Ministério da Saúde que fala sobre os 10 passos da alimentação infantil para crianças menores de 2 anos.

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